Charlotte Amalie

Charlotte Amalie é a capital das Ilhas Virgens Americanas, uma cidade portuária de armazéns da época dinamarquesa e ruas nas encostas, na costa sul de St. Thomas. Colonizada por dinamarqueses nos anos 1670 e batizada em 1691 em homenagem à rainha Carlota Amália, esposa do rei Cristiano V, prosperou como porto franco e passou aos Estados Unidos junto com o restante das Índias Ocidentais Dinamarquesas em 1917.

Hoje St. Thomas é um importante porto de cruzeiros do Caribe, mas também vale uma estadia mais longa. O centro histórico preserva os nomes dinamarqueses das ruas, as ruas em escadaria e as paredes vermelhas de Fort Christian, enquanto as costas norte e leste abrigam baías protegidas, como Magens Bay, e praias para snorkel, como Coki. Red Hook, em East End, é o porto das balsas para St. John, onde cerca de dois terços da ilha são parque nacional. Os aluguéis por temporada vão de apartamentos na cidade e em condomínios perto das praias a villas nas colinas com vista para o porto e as ilhas vizinhas.

Onde ficar em St. Thomas

Charlotte Amalie e as colinas ao redor atendem bem a quem quer história, lojas e conexões de balsa por perto. Apartamentos no centro histórico deixam Emancipation Garden, a orla e as ruas em escadaria a uma caminhada de distância, enquanto as casas nas encostas acima do porto compensam a subida íngreme de carro com vistas amplas. Frenchtown, uma pequena comunidade pesqueira logo a sudoeste do centro, colonizada por famílias de Saint-Barthélemy, é mais tranquila e fica perto do terminal de balsas.

East End, ao redor de Red Hook, é a base para passeios de barco e viagens a St. John, com apartamentos em condomínios e villas perto de marinas e praias. Northside, ao redor de Magens Bay e do mirante Drake's Seat, é mais verde e residencial, uma boa opção para famílias que alugam uma casa com vista. A área a oeste do centro, perto do aeroporto e de Crown Bay, é prática para estadias curtas e voos cedo. Water Island, a uma curta travessia de balsa pelo porto, tem menos de 200 moradores e atende a quem busca muita tranquilidade.

O centro histórico de Charlotte Amalie

O centro de Charlotte Amalie se divide em três bairros da época dinamarquesa, Kongens Kvarter, Dronningens Kvarter e Kronprinsens Kvarter, e é a única parte de St. Thomas onde as ruas ainda têm nomes dinamarqueses terminados em gade. A Main Street, ou Dronningens Gade, corre paralela ao porto e se liga à orla por vielas estreitas de antigos armazéns de pedra que hoje abrigam lojas. O centro histórico foi incluído no Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos em 1976.

Fort Christian, construído entre 1672 e 1680 e batizado em homenagem ao rei Cristiano V, é considerado a estrutura mais antiga ainda de pé nas Ilhas Virgens e hoje funciona como museu. Ao lado, Emancipation Garden homenageia o fim da escravidão nas Índias Ocidentais Dinamarquesas em 1848. Dezenas de ruas em escadaria sobem as encostas; a mais conhecida, 99 Steps, leva em direção à antiga torre de vigia chamada Blackbeard's Castle. A Sinagoga de St. Thomas, reconstruída em 1833, abriga uma das comunidades judaicas mais antigas das Américas.

Praias e mar

Magens Bay, na costa norte voltada para o Atlântico, é um dos lugares mais visitados da ilha: uma praia protegida de areia branca com quase três quartos de milha de extensão, no fundo de uma baía profunda, administrada pela Magens Bay Authority e com salva-vidas, chuveiros e banheiros. Sua orientação a noroeste costuma manter a água calma, embora tempestades de inverno no Atlântico Norte possam ocasionalmente trazer ondas grandes. Uma trilha de natureza desce das colinas até a baía por uma reserva protegida.

Na costa nordeste, Coki Beach é conhecida pelo snorkel com acesso direto da areia. As balsas facilitam a chegada a St. John, onde o Parque Nacional das Ilhas Virgens ocupa cerca de dois terços da ilha; Trunk Bay tem uma trilha subaquática para snorkel ao longo do recife. Hassel Island, ao lado do porto, faz parte quase inteiramente do parque nacional e preserva ruínas de antigas fortificações. Onde quer que você nade, confira as condições do mar e evite tocar nos corais ou ficar em pé sobre eles.

História e cultura

Colombo avistou as Ilhas Virgens em 1493, mas foi a Dinamarca que colonizou St. Thomas, a partir de 1672, dividindo a ilha em plantações de cana-de-açúcar trabalhadas por africanos escravizados. A cidade portuária, inicialmente chamada Taphus, ou taverna, foi rebatizada de Charlotte Amalie em 1691 e, depois que o rei Frederico V a declarou porto franco em 1764, tornou-se um movimentado centro comercial para mercadores de toda a Europa e das Américas. A escravidão nas Índias Ocidentais Dinamarquesas foi abolida em 1848.

Os Estados Unidos compraram as ilhas em 1917, e a transferência de 31 de março ainda é lembrada anualmente no Transfer Day; os moradores receberam cidadania americana em 1927. O pintor Camille Pissarro nasceu em Charlotte Amalie em 1830. A cultura local mistura raízes africanas, dinamarquesas e de outras partes do Caribe: o crioulo das Ilhas Virgens é amplamente falado, o quelbe, ou música das scratch bands, é o som tradicional, e o Carnaval de St. Thomas, que dura um mês e costuma ocorrer em abril, termina com desfiles pela Main Street.

Como chegar e se locomover

O Aeroporto Cyril E. King (STT) fica cerca de 2 milhas (3 quilômetros) a oeste do centro de Charlotte Amalie, com voos dos Estados Unidos continentais e conexões curtas de San Juan, em Porto Rico. Como as Ilhas Virgens Americanas são um território dos Estados Unidos, cidadãos americanos que chegam do continente ou de Porto Rico não precisam de passaporte, e a moeda é o dólar americano. Os navios de cruzeiro atracam em Havensight e Crown Bay, um de cada lado da cidade.

Dirige-se pela esquerda, uma regra herdada da época dinamarquesa, embora a maioria dos carros seja de modelos com volante à esquerda vindos do continente, e muitas estradas são íngremes e sinuosas. Táxis abertos chamados safaris, montados sobre picapes com bancos corridos, seguem rotas fixas, ao lado de táxis convencionais e ônibus públicos VITRAN. Balsas partem de Red Hook para Cruz Bay, em St. John, e de Charlotte Amalie para St. Croix e as Ilhas Virgens Britânicas, um território separado com suas próprias formalidades de entrada.

Clima e quando visitar

St. Thomas é quente o ano inteiro. As máximas médias vão de cerca de 29 °C (84 a 85 °F) em janeiro e fevereiro a aproximadamente 32 °C (90 °F) em agosto, e as mínimas médias de inverno ficam em torno de 22 °C (72 °F). A ilha é relativamente seca para os padrões tropicais, com aproximadamente 1.000 milímetros (cerca de 40 polegadas) de chuva por ano; o período mais seco vai de dezembro a abril, março costuma ser o mês mais seco e novembro, o mais chuvoso.

Os meses mais secos coincidem com o inverno na América do Norte, quando a procura por casas perto das praias e com vista para o porto tende a aumentar, por isso vale reservar cedo nos períodos de feriado. A temporada de furacões no Atlântico vai de junho a novembro, e as ilhas foram duramente atingidas pelos furacões Irma e Maria em 2017; quem viaja no fim do verão e no outono deve acompanhar as previsões e preferir reservas flexíveis. Os dias de verão são mais quentes e úmidos, mas o mar é quente e a cidade fica mais tranquila depois das semanas mais movimentadas de cruzeiros.

Bom saber

Qual é a melhor região para ficar em St. Thomas?

Charlotte Amalie atende bem a quem quer história, lojas e balsas por perto. East End, ao redor de Red Hook, é a melhor opção para passeios de barco e viagens a St. John; Northside, perto de Magens Bay, é mais verde e tranquilo para famílias; e Water Island oferece bastante isolamento a uma curta viagem de balsa da cidade.

Preciso de passaporte para visitar St. Thomas?

Cidadãos americanos que viajam dos Estados Unidos continentais ou de Porto Rico não precisam de passaporte, pois as Ilhas Virgens Americanas são um território dos Estados Unidos, embora seja prudente levar um comprovante de cidadania. Pessoas de outras nacionalidades seguem as mesmas regras de entrada dos Estados Unidos. Uma viagem às Ilhas Virgens Britânicas exige seus próprios documentos de entrada.

Qual é a distância do aeroporto a Charlotte Amalie?

O Aeroporto Cyril E. King (STT) fica cerca de 2 milhas (3 quilômetros) a oeste do centro de Charlotte Amalie, a uma curta corrida de táxi. Chegar a East End e Red Hook leva mais tempo, pois a estrada atravessa o interior montanhoso da ilha e o trânsito na cidade pode ser lento nos dias de maior movimento de cruzeiros.

Quais são as melhores praias de St. Thomas?

Magens Bay, uma praia protegida de areia branca na costa norte, com salva-vidas e infraestrutura, está entre as mais visitadas. Coki Beach, na costa nordeste, é conhecida pelo snorkel com acesso direto da areia. Para conhecer outras, pegue a balsa para St. John, onde Trunk Bay e outras praias do parque nacional se espalham pela costa.

Qual é a melhor época para visitar St. Thomas?

De dezembro a abril é o período mais seco e o mais procurado pelos visitantes de inverno, por isso reserve cedo nos períodos de feriado. A temporada de furacões no Atlântico vai de junho a novembro, e o tempo mais chuvoso costuma ocorrer no outono. Faz calor o ano inteiro, com máximas médias de cerca de 29 a 32 °C.

Dá para visitar St. John saindo de St. Thomas?

Sim. Balsas de passageiros fazem a travessia de Red Hook para Cruz Bay, em St. John, e uma balsa para carros também opera entre as ilhas. Cerca de dois terços de St. John fazem parte do Parque Nacional das Ilhas Virgens, com trilhas, ruínas de plantações e praias, o que permite um passeio fácil de um dia ou uma segunda base de hospedagem.

Preciso de carro em St. Thomas?

Não necessariamente. Os safaris, táxis compartilhados abertos, os táxis convencionais e os ônibus VITRAN atendem às principais rotas. Um carro alugado ajuda se você ficar em uma villa nas colinas ou quiser explorar as praias por conta própria, mas lembre-se de que se dirige pela esquerda e as estradas são íngremes e estreitas.

Pelo que Charlotte Amalie é conhecida?

Charlotte Amalie é conhecida pela herança colonial dinamarquesa, visível em Fort Christian, nos nomes dinamarqueses das ruas e nas ruas em escadaria, pelo porto natural profundo e pelo porto de cruzeiros, e pelas compras livres de impostos na Main Street. Também é a capital das Ilhas Virgens Americanas.

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Fontes (13)