Positano é uma cidade nos penhascos da Costa Amalfitana, na Itália, onde casas em tons pastel sobem as encostas dos Montes Lattari acima do mar Tirreno. Cerca de 3.600 pessoas vivem aqui, numa cidade tão íngreme que as escadarias fazem o papel das ruas, e ela é o extremo oeste da estrada costeira que liga as cidades deste litoral reconhecido pela UNESCO.
Positano foi um porto da República de Amalfi na Idade Média e depois uma pobre vila de pescadores; tornou-se destino de férias na década de 1950, com a ajuda do ensaio que John Steinbeck escreveu sobre ela em 1953 na Harper's Bazaar. Hoje é a imagem mais conhecida da costa e uma base natural para explorar suas vizinhas: Amalfi, a antiga capital marítima, os jardins de Ravello no alto da colina e, entre elas, a mais tranquila Praiano. Apartamentos e villas de temporada com terraço são a forma clássica de se hospedar, mas conte com escadas e planeje-se em função da estrada costeira, estreita e movimentada no verão.
Positano agrada a casais e a quem quer praias, terraços e vista para o mar assim que sai de casa; o preço dessa vista são os degraus, e muitas casas só são acessíveis a pé. Fornillo, no lado oeste da cidade, tem praia própria e um clima diferente do da praia principal. Acima de Positano, os povoados de Montepertuso e Nocelle são mais tranquilos e mais altos, perto das trilhas.
Amalfi, mais ou menos no meio da costa, é a base mais prática: ônibus e barcos se encontram em seu porto, e a área perto da catedral é mais plana do que a maior parte da costa. Atrani, logo ao lado, é uma cidadezinha minúscula ao pé das escadarias que sobem até Ravello. Ravello, lá no alto, agrada a quem prefere jardins, noites calmas e vistas em vez de praias. Praiano, entre Positano e Amalfi, é um vilarejo espalhado com bom acesso ao Caminho dos Deuses. Sorrento, do outro lado da península, é uma alternativa maior, com mais opções de transporte.
A cidade desce até a Spiaggia Grande, também chamada Marina Grande, a praia principal abaixo da igreja; um caminho pelo penhasco leva para oeste até Fornillo, a segunda praia. Enseadas menores, como Arienzo, Fiumicello, La Porta, San Pietro e Laurito, se espalham pelo litoral, e algumas são mais fáceis de alcançar de barco.
A igreja de Santa Maria Assunta, com sua cúpula de azulejos de maiólica, guarda um ícone bizantino da Madona do século XIII. Abaixo dela, as escavações de uma villa romana construída nesta baía estão abertas como museu desde 2018, com paredes de afrescos em cores fortes. Ao largo ficam as pequenas ilhotas Li Galli, ligadas pela lenda às sereias do mito grego. Quem chega de carro ou de ônibus deve saber que o centro é em grande parte de pedestres e que o estacionamento é muito limitado.
Amalfi fica na boca de uma ravina profunda, ao pé do Monte Cerreto. A partir do século IX, foi a capital de uma república marítima que comerciava por todo o Mediterrâneo, até que os ataques de Pisa na década de 1130 e um tsunami em 1343 puseram fim a seu poder. Sua catedral, dedicada a Santo André, cujas relíquias repousam na cripta, sobrepõe trabalhos árabe-normandos, góticos e barrocos por trás de uma fachada do século XIX.
Ravello foi uma cidade importante da mesma república e conserva palácios de suas famílias de mercadores. A Villa Rufolo, iniciada por volta de 1270, tem jardins em terraços onde Richard Wagner se inspirou para uma cena de Parsifal em 1880, e os jardins da Villa Cimbrone terminam num mirante conhecido como Terraço do Infinito. Praiano, que já foi refúgio de verão dos duques de Amalfi, tem a igreja de San Luca, de 1123, e a de San Giovanni Battista, com seu piso de maiólica.
O Sentiero degli Dei, ou Caminho dos Deuses, é uma trilha de cerca de 7,8 quilômetros pelos Montes Lattari, bem acima do mar. O percurso clássico vai de Bomerano, um vilarejo de Agerola, até Nocelle, acima de Positano, e é quase todo em descida; de Nocelle, degraus descem até Positano em cerca de meia hora. Variantes sobem a partir de Praiano, passando pelo convento de San Domenico, mas começam com longos lances de escada. Durante séculos, trilhas de mulas como esta foram as principais ligações entre os vilarejos do litoral, até que a estrada da época dos Bourbon foi construída ao longo dos penhascos.
A trilha é pedregosa e em parte exposta, então use calçados adequados, leve água e evite o calor do meio-dia no verão. A primavera e o outono são as melhores estações. Caminhadas mais curtas também aproveitam as antigas escadarias: Ravello fica cerca de 782 degraus acima da cidade de Atrani, vizinha de Amalfi.
Boa parte da costa é recortada em terraços com muros de pedra seca que sustentam limoeiros, vinhedos e oliveiras, uma paisagem agrícola que faz parte do que a UNESCO protege. O limão local, o sfusato amalfitano, é usado no limoncello, o licor vendido por toda a costa, e em doces e molhos. Cetara, uma vila de pescadores perto do extremo leste, é conhecida por suas anchovas, enquanto Vietri sul Mare tem uma longa tradição de cerâmica colorida pintada à mão. A própria Amalfi tem uma longa tradição de papel grosso feito à mão, conhecido como bambagina.
As refeições costumam seguir o mar e a horta: massa com vôngoles ou peixe local, tomates frescos, mozarela das planícies da Campânia e limão em quase tudo. Se você alugar uma casa, as pequenas mercearias e peixarias de Amalfi, Positano e Praiano facilitam cozinhar por conta própria, embora fazer compras envolva tantas escadas quanto em qualquer outro ponto desta costa.
O Aeroporto Internacional de Nápoles (NAP), em Capodichino, é a principal porta de entrada; o Aeroporto de Salerno Costa d'Amalfi (QSR), perto de Pontecagnano, fica mais perto, mas tem menos voos. De Nápoles, chega-se à costa por estrada, atravessando a Península Sorrentina, ou de barco; de Salerno, a estrada e os barcos se aproximam pelo leste. A única via terrestre ao longo da costa é a Estrada Amalfitana, a SS163, com cerca de 40 quilômetros de curvas de Vietri sul Mare a Positano.
Ônibus circulam pela SS163 e barcos ligam as principais cidades, o que na temporada costuma ser a forma mais tranquila de ir de Positano a Amalfi. Dirigir é possível, mas exigente: a estrada é estreita, o trânsito é pesado no verão e o estacionamento é escasso e caro em todas as cidades. Muitos visitantes se viram sem carro, com ônibus, barcos, táxis e as próprias pernas.
A costa tem clima mediterrâneo, com verões quentes e ensolarados e invernos amenos; em Positano, as noites mais frias raramente ficam abaixo de uns 6 °C, e a brisa do mar alivia o calor do verão. As encostas íngremes voltadas para o sul são muito propícias aos limoeiros e às videiras.
De junho ao início de setembro é a alta temporada, com o mar mais quente, mais barcos e ônibus e praias e estradas lotadas. Maio e o fim de setembro a outubro costumam ser o melhor meio-termo: quente o bastante para nadar na maioria dos dias e muito melhor para caminhar. De novembro a março, a costa fica tranquila, alguns negócios fecham e os serviços de barco são reduzidos, mas as caminhadas, os vilarejos e a luz clara do inverno podem valer a pena. Chuvas fortes às vezes provocam quedas de rochas em trilhas e estradas, então confira os avisos locais depois de tempestades.
Positano tem as vistas clássicas e duas praias na cidade, mas é muito íngreme e menos central. Amalfi é o centro de transportes, com ônibus e barcos em todas as direções, e é mais plana perto do porto. Escolha Positano pelas vistas e pela praia, e Amalfi pela facilidade dos passeios de um dia.
Maio, junho, setembro e o início de outubro combinam tempo quente e mar bom para nadar com menos multidões do que julho e agosto. A primavera e o outono também são as melhores épocas para o Caminho dos Deuses. O inverno é ameno e tranquilo, mas alguns hotéis, restaurantes e rotas de barco fecham.
O Aeroporto Internacional de Nápoles (NAP) é a porta de entrada habitual. De lá, segue-se por estrada pela Península Sorrentina até Positano, ou vai-se até Nápoles para pegar um barco pela costa na temporada. Há traslados agendados e ônibus; o trajeto é lento com o trânsito do verão.
Não, e muitos visitantes ficam mais satisfeitos sem ele. A SS163 é estreita e congestionada no verão, e o estacionamento em Positano, Amalfi e Ravello é limitado. Ônibus, barcos e táxis ligam as principais cidades, e boa parte da costa se explora melhor a pé.
O percurso principal, de Bomerano, em Agerola, até Nocelle, tem cerca de 7,8 quilômetros e é quase todo em descida. Reserve várias horas com as paradas, mais cerca de meia hora pelos degraus de Nocelle até Positano. Use calçados firmes, leve água e evite as horas mais quentes.
De três a quatro dias dão tempo para Positano, Amalfi e Ravello e um passeio de barco. Com uma semana, dá para acrescentar o Caminho dos Deuses, um dia em Capri ou em Sorrento e dias de praia mais tranquilos, o que combina com uma estadia num apartamento ou numa villa alugada.
Sim. Os aluguéis de temporada na Itália devem ter um código de identificação nacional, o CIN, emitido por meio do banco de dados de estabelecimentos de hospedagem do Ministério do Turismo. O código tem de aparecer em todo anúncio on-line e ser exibido do lado de fora do prédio, então você pode conferi-lo antes de reservar.
Pode ser, com planejamento. Muitas casas são acessíveis por longos lances de escada, o que é difícil com carrinhos de bebê e crianças pequenas. As famílias muitas vezes preferem um lugar com elevador ou acesso por estrada, ou uma base em Amalfi ou Sorrento, com ruas mais fáceis.
Pesquisado e escrito com ajuda de IA e depois verificado com as fontes abaixo. Última verificação: .