Jacarta é a capital e a maior cidade da Indonésia, uma metrópole extensa de cerca de onze milhões de habitantes na costa noroeste de Java. Começou como Kalapa, um porto do reino de Sunda, tornou-se Jayakarta em 1527 e, a partir de 1619, Batávia, a sede asiática da Companhia Holandesa das Índias Orientais; a independência da Indonésia foi proclamada aqui em 1945.
A maioria dos visitantes estrangeiros vem a negócios, para ver a família ou como porta de entrada para o restante do arquipélago, mas a cidade recompensa a curiosidade: os canais e os prédios coloniais de Kota Tua, o Monumento Nacional erguendo-se na Praça Merdeka, a Mesquita Istiqlal de frente para a catedral católica e comida de todas as regiões da Indonésia. Uma nova capital, Nusantara, está sendo construída em Kalimantan Oriental, mas pela lei de 2022 Jacarta mantém esse papel até que um decreto presidencial conclua a mudança. Apartamentos com serviços e torres residenciais ocupam os distritos centrais, práticos para viagens de negócios e estadias mais longas.
Menteng, em Jacarta Central, é um distrito arborizado de villas da época holandesa e avenidas ladeadas de árvores, perto da Praça Merdeka e dos principais museus, e uma das bases centrais mais calmas. O corredor comercial ao longo da Jalan Sudirman e da Jalan Thamrin é ladeado por torres de escritórios, shoppings e apartamentos com serviços, com o MRT passando por baixo, uma escolha prática para quem viaja a negócios.
Jacarta Sul, em torno de Kemang, Senopati e Kebayoran Baru, tem um ar residencial, cafés, restaurantes e vida noturna, e é muito procurada por famílias de expatriados. Kota Tua e Glodok, a cidade velha e o bairro chinês, no norte, agradam a quem se interessa por história, enquanto Ancol, na baía, tem um parque à beira-mar e a marina de onde saem os barcos para as Mil Ilhas. O trânsito é pesado na maior parte do dia, então fique perto dos lugares que você vai visitar com mais frequência.
Kota Tua, a antiga Batávia, conserva o coração da cidade colonial em torno da Praça Fatahillah. A antiga prefeitura, na praça, abriga o Museu de História de Jacarta, que conta a história da cidade desde os tempos de Batávia até hoje, e prédios próximos abrigam o Museu Wayang, de marionetes, e um museu de belas-artes e cerâmica. Dá para alugar bicicletas para explorar a área, e o antigo porto de Sunda Kelapa, onde veleiros de madeira ainda atracam, fica um pouco ao norte.
O porto de Kalapa foi conquistado por forças islâmicas em 1527, acontecimento considerado a fundação da cidade, e a Companhia Holandesa das Índias Orientais o tomou em 1619 e o reconstruiu como Batávia. Depois da ocupação japonesa durante a Segunda Guerra Mundial, Sukarno e Hatta proclamaram a independência da Indonésia em Jacarta em 17 de agosto de 1945.
A Praça Merdeka, no centro da cidade, é dominada pelo Monumento Nacional, ou Monas, um obelisco de 132 metros coroado por uma chama revestida de folha de ouro. As obras começaram em 1961, e ele foi aberto ao público em 1975. Sua base abriga o Museu de História Nacional, com dioramas do passado do país, e um elevador sobe até um mirante a cerca de 115 metros do chão.
Logo a nordeste da praça, a Mesquita Istiqlal, a mesquita nacional da Indonésia, foi inaugurada em 1978 e é descrita como a maior mesquita do Sudeste Asiático. Ela fica de frente para a Catedral de Jacarta, e um túnel ligando as duas foi construído como símbolo de amizade entre as religiões. Quem visita a mesquita deve cobrir braços e pernas. Em Jacarta Oriental, o parque Taman Mini Indonesia Indah apresenta a arquitetura tradicional das províncias do país numa série de pavilhões.
Diante da costa norte, as Mil Ilhas, ou Kepulauan Seribu, formam uma regência de mais de cem pequenas ilhas no Mar de Java, das quais só algumas são habitadas. Os barcos saem da Marina Ancol e de outros píeres, e ilhas como Pramuka e Pari são muito procuradas para snorkel e estadias de fim de semana; a travessia é mais tranquila nos meses mais secos.
Bogor, a cerca de 60 quilômetros ao sul, abriga o Jardim Botânico de Bogor, fundado em 1817, com 87 hectares ao lado do palácio presidencial, e trens urbanos vão até lá a partir do centro de Jacarta. Mais adiante, as plantações de chá e o ar fresco do passo do Puncak atraem multidões nos fins de semana, então conte com trânsito pesado. Bandung, a capital serrana de Java Ocidental, fica a cerca de uma hora no trem de alta velocidade Whoosh, inaugurado em 2023, que parte da estação Halim e chega à periferia da cidade.
O Aeroporto Internacional Soekarno–Hatta (CGK), o mais movimentado da Indonésia, fica em Tangerang, a cerca de 20 quilômetros a noroeste do centro de Jacarta; um trem do aeroporto vai até a cidade, e táxis e carros de aplicativo são muito usados. O Aeroporto Internacional Halim Perdanakusuma (HLP), em Jacarta Oriental, recebe um número menor de voos.
A linha Norte–Sul do MRT, inaugurada em 2019, percorre cerca de 16 quilômetros de Lebak Bulus a Bundaran HI por baixo da Jalan Sudirman e da Thamrin, e uma extensão para o norte, até Kota, está em construção. Os ônibus TransJakarta usam faixas exclusivas por toda a cidade, os trens urbanos KRL atendem os subúrbios, Bogor e a estação Jakarta Kota, e linhas de VLT ligam alguns distritos do leste. Aplicativos de carros e de mototáxis cobrem o resto. O trânsito nas ruas é lento, então reserve bastante tempo; a mão é pela esquerda.
Jacarta tem clima tropical de monção, quente e úmido o ano todo, com temperaturas diurnas normalmente na casa dos 30 e poucos graus Celsius. A chuva é mais forte de dezembro a março, quando os temporais podem alagar as ruas mais baixas, e mais fraca de junho a setembro, os meses mais confortáveis para passear e fazer viagens às ilhas. As enchentes são um desafio antigo, agravado no norte pelo afundamento do solo ligado à extração de água subterrânea.
O Ramadã e o feriado do Eid al-Fitr, conhecido localmente como Lebaran, mudam o ritmo da cidade. Durante o mês de jejum, muitos restaurantes ficam mais vazios de dia e cheios depois do pôr do sol, e no Lebaran um número enorme de moradores viaja para sua cidade natal, então estradas, trens e voos ficam lotados enquanto o centro de Jacarta se esvazia. O aniversário da cidade, em 22 de junho, é comemorado com feiras e festivais.
Sim, por enquanto. Uma nova capital, Nusantara, está sendo construída em Kalimantan Oriental, e a lei de 2022 sobre a mudança a designa como a futura capital. Por essa lei, Jacarta mantém o papel de capital até que um decreto presidencial o transfira formalmente, como confirmou o Tribunal Constitucional da Indonésia em maio de 2026; nenhum decreto desse tipo havia sido emitido até outubro de 2026.
Quem viaja a negócios costuma escolher o corredor da Sudirman e da Thamrin, na linha do MRT. Menteng é uma base central e arborizada perto da Praça Merdeka, Jacarta Sul, em torno de Kemang e Senopati, agrada a estadias mais longas e a famílias, e Kota Tua é a melhor opção para quem se interessa por história. Ficar perto dos seus principais destinos economiza horas no trânsito.
O Aeroporto Internacional Soekarno–Hatta (CGK) fica em Tangerang, a cerca de 20 quilômetros a noroeste do centro. Um trem do aeroporto liga os terminais à rede ferroviária da cidade, e há táxis, ônibus do aeroporto e carros de aplicativo. Por estrada, o tempo de viagem varia muito conforme o trânsito.
Dois dias dão para ver Kota Tua, o Monas e a Praça Merdeka, a Mesquita Istiqlal e alguns bairros para comer. Com três ou quatro dias, dá para incluir uma viagem às Mil Ilhas, o jardim botânico de Bogor ou um dia em Bandung de trem de alta velocidade.
De junho a setembro costuma ser o período mais seco e confortável, bom para passear e fazer viagens às ilhas. De dezembro a março vêm as chuvas mais fortes e o risco de alagamento nas ruas. Viajar perto do Lebaran, o fim do Ramadã, é muito concorrido, porque muitos moradores deixam a cidade.
Os barcos para as Mil Ilhas, ou Kepulauan Seribu, saem da Marina Ancol e de outros píeres da costa norte de Jacarta; as lanchas rápidas são mais velozes que as balsas públicas. Pramuka e Pari são muito procuradas para snorkel e estadias de fim de semana. O mar fica mais calmo nos meses mais secos, mais ou menos de junho a setembro.
A Indonésia usa a rupia (IDR). Cartões e pagamentos por QR code são amplamente aceitos em shoppings, restaurantes e lojas maiores, mas o dinheiro em espécie ainda é útil para comida de rua, mercados e quiosques pequenos. Caixas eletrônicos são comuns, e os aplicativos de transporte aceitam pagamento com cartão ou em dinheiro.
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