Vaitape é a principal vila de Bora Bora, no grupo das Ilhas de Sotavento, nas Ilhas da Sociedade, na Polinésia Francesa. É ali que a maioria dos visitantes pisa pela primeira vez na ilha principal. Ela fica na costa oeste, de frente para a única passagem pela barreira de recifes, com os picos gêmeos do monte Otemanu e do monte Pahia erguendo-se atrás.
Bora Bora é o núcleo erodido de um vulcão extinto, cercado por uma ampla lagoa e por um anel de ilhotas baixas de coral chamadas motu. A lagoa, que passa do azul profundo ao turquesa claro, é o motivo que traz a maioria das pessoas: nadar, fazer snorkel com arraias e peixes de recife, mergulhar, velejar e passar dias tranquilos na água. Em terra, há trilhas de caminhada, antigos marae e vestígios da Segunda Guerra Mundial. Além dos resorts nos motu, a ilha principal tem pousadas familiares e aluguéis como bangalôs, casas de praia e apartamentos, sobretudo em torno de Vaitape e de Matira Point. Os dias são quentes o ano todo, com uma estação mais chuvosa de novembro a abril.
Vaitape, na costa oeste, concentra as lojas, os supermercados, a farmácia, a prefeitura e o principal cais de barcos da ilha, e agrada a quem quer serviços por perto e a ligação de barco com o aeroporto. Os aluguéis daqui e dos distritos vizinhos tendem a ser mais simples e com um clima mais local do que os resorts.
O sul da ilha principal, entre a Pointe Paopao e Matira Point, reúne a maior parte das praias e muitas hospedagens, e combina com quem quer nadar direto da praia. Matira Point, na ponta sul, tem uma praia pública de água rasa e abrigada.
As costas norte e leste, mais tranquilas, em torno de Faanui, Anau e da baía de Vairau, são mais residenciais, com vista sobre a lagoa até os motu. A maioria dos grandes resorts da ilha fica nos próprios motu, acessíveis apenas de barco. Como uma única estrada costeira contorna a ilha principal, tudo fica a um curto trajeto de carro ou de bicicleta.
Uma barreira de recifes cerca a lagoa de Bora Bora, interrompida por uma única abertura navegável, o passe de Teavanui, em frente a Vaitape. Em alguns trechos, o recife tem mais de dois quilômetros de largura e, nos lados leste e norte, sustenta uma cadeia de motu formados de areia coralina; um deles, o Motu Mute, abriga o aeroporto. A cor da água muda com a profundidade, do anil no passe e nas baías ao azul-claro e ao verde sobre a areia.
Snorkel e mergulho são as principais atividades. Arraias, entre elas jamantas e raias-pintadas, se reúnem em partes da lagoa, e muitas espécies de tubarão vivem nas águas ao redor; a Polinésia Francesa protege os tubarões em todas as suas águas. Passeios de barco, canoas com flutuador, caiaques e barcos com fundo de vidro exploram a lagoa. O Motu Tapu, ao largo da costa oeste, é muito fotografado. Não toque nos corais nem pise neles, mantenha uma distância respeitosa dos animais e siga as orientações locais sobre onde nadar e ancorar.
O centro da ilha é o que resta de um vulcão que esteve ativo há mais de três milhões de anos. O monte Otemanu, com 727 metros, é o ponto mais alto, e o monte Pahia chega a 661 metros; a baía de Tuuraapuo, a oeste dos picos, era a antiga cratera. Trilhas sobem as encostas mais baixas e as cristas a partir de Vaitape, entre elas a rota em direção ao monte Pahia, mas são íngremes e escorregadias, por isso é altamente recomendável ir com um guia local.
Bora Bora tinha mais de quarenta marae, as plataformas cerimoniais de pedra da antiga religião polinésia. Entre os mais bem preservados estão o Marae Fare Opu, na baía de Faanui, e o Marae Marotetini, no norte, restaurado em 1968 pelo arqueólogo Yosihiko Sinoto. Na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos construíram na ilha uma base de abastecimento, uma pista de pouso e baterias costeiras; vários dos grandes canhões ainda podem ser vistos nas encostas, e os passeios de 4x4 costumam parar neles.
Navegadores polinésios se estabeleceram em Bora Bora há muitos séculos, e seu nome tradicional, Porapora, costuma ser traduzido como “primogênito”. O navegador holandês Jacob Roggeveen avistou a ilha em 1722, e James Cook a registrou em julho de 1769, guiado pelo navegador taitiano Tupaia. Missionários da Sociedade Missionária de Londres chegaram em 1820.
Bora Bora continuou sendo um reino independente até 1888, quando a França a anexou e sua última rainha, Teriimaevarua III, abriu mão do trono. Em 1942, milhares de soldados americanos chegaram para construir uma base militar; ela não viu combate e fechou em 1946, e sua pista no Motu Mute serviu como o único aeroporto internacional da Polinésia Francesa até a inauguração do de Faa'a, no Taiti, em 1960. O turismo veio em seguida, e os bangalôs sobre palafitas na água surgiram por volta de 1970. Hoje se fala francês e taitiano, muitos moradores falam inglês, e a copra dos coqueiros foi por muito tempo o principal produto de exportação da ilha.
Os voos internacionais pousam no Aeroporto Internacional de Faa'a (PPT), no Taiti, de onde voos domésticos levam menos de uma hora até o Aeroporto de Bora Bora (BOB), no Motu Mute, na borda norte da lagoa. Como o aeroporto fica numa ilhota, toda chegada continua de barco até Vaitape ou até um resort. Navios e balsas entre as ilhas também ligam Vaitape a Raiatea e Taha'a, e navios de cruzeiro ancoram na lagoa.
A ilha principal não tem rede de ônibus públicos, mas uma única estrada costeira a contorna, e as distâncias são curtas. Os visitantes se locomovem de carro alugado, scooter, bicicleta ou pequenos buggies elétricos, e é possível alugar barcos para explorar a lagoa. A mão de direção é à direita. O francês é a língua oficial, e o taitiano também é falado. A moeda é o franco CFP (XPF), atrelado ao euro; cartões são amplamente aceitos, mas dinheiro em espécie ajuda em lojinhas e barracas.
Bora Bora tem clima tropical quente, com pouca variação de temperatura ao longo do ano, dias quentes e noites amenas. A estação mais chuvosa vai mais ou menos de novembro a abril, com umidade alta e pancadas fortes ou temporais que podem durar vários dias, embora os períodos de sol sejam comuns. Mais ou menos de maio a outubro, o ar é mais seco e um pouco mais fresco, com ventos alísios constantes que às vezes podem soprar forte sobre a lagoa.
Os meses mais secos são os mais procurados, sobretudo nas férias europeias e norte-americanas, então reserve aluguéis e voos com antecedência. A estação chuvosa traz menos visitantes e morros mais verdes. Os ciclones tropicais são incomuns nas Ilhas da Sociedade, mas podem ocorrer entre novembro e abril, então acompanhe a previsão nesses meses. Seja qual for a estação, o sol é intenso: use protetor solar que não agrida os recifes, chapéu e uma camiseta com proteção UV ao fazer snorkel, e beba bastante água.
Os aluguéis de temporada na Polinésia Francesa, incluindo bangalôs mobiliados, apartamentos, fare (casas de estilo tradicional) e pensions de famille (pousadas familiares), estão sujeitos à lei do território sobre hospedagem turística, a Loi du Pays nº 2018-10, de 29 de março de 2018. Os anfitriões devem declarar cada acomodação ao serviço de turismo, gratuitamente, mesmo que aluguem só de vez em quando, e as propriedades declaradas aparecem num registro oficial. As regras podem mudar, então confira as exigências atuais com o serviço de turismo.
Para os hóspedes, isso significa que um anfitrião legítimo deve poder confirmar que a casa foi declarada. Os aluguéis na ilha principal costumam ser sem refeições, com cozinha própria, então ajuda saber que Vaitape tem supermercados e que lojas menores se espalham ao longo da estrada costeira. Muitas pousadas também oferecem refeições ou traslados de barco para o aeroporto sob pedido. Peixe fresco, frutas e coco são a base da mesa local, e muita coisa chega de navio do Taiti, então uma cozinha bem abastecida facilita as estadias mais longas.
Vaitape agrada a quem quer as lojas e a ligação de barco com o aeroporto por perto. O sul da ilha principal, em torno de Matira Point, tem a maior parte das praias e é bom para nadar direto da areia. As costas norte e leste são mais tranquilas, e os grandes resorts ficam, em sua maioria, nos motu.
Pegue um voo internacional até o Aeroporto Internacional de Faa'a (PPT), no Taiti, e depois um voo doméstico de menos de uma hora até o Aeroporto de Bora Bora (BOB), no Motu Mute. De lá, um barco leva você pela lagoa até Vaitape ou até a sua hospedagem. Navios também ligam Bora Bora a Raiatea e Taha'a.
De maio a outubro é mais seco e um pouco mais fresco, com ventos alísios constantes, e é o período mais procurado. De novembro a abril é mais quente e úmido, com pancadas fortes, mas também mais tranquilo, e a lagoa é quente e boa para nadar o ano todo.
Não há rede de ônibus públicos na ilha principal. Os visitantes alugam carros, scooters, bicicletas ou pequenos buggies elétricos, principalmente em Vaitape. Uma única estrada costeira contorna a ilha, então as distâncias são curtas, e é possível alugar barcos para explorar a lagoa e os motu.
Sim. A ilha principal tem pousadas familiares, bangalôs, casas de praia e apartamentos, sobretudo em torno de Vaitape e de Matira Point. Matira Point tem uma praia pública, e os passeios de barco permitem que qualquer pessoa faça snorkel na lagoa e visite os motu sem se hospedar num resort.
Bora Bora usa o franco CFP (XPF), a moeda da Polinésia Francesa, atrelado ao euro. Cartões são amplamente aceitos em lojas e restaurantes, mas dinheiro em espécie é útil em lojinhas, barracas de beira de estrada e pousadas familiares.
O monte Otemanu, o cume de 727 metros da ilha, é extremamente íngreme, e suas encostas superiores não são uma caminhada qualquer. Trilhas e cristas mais baixas, incluindo rotas em direção ao monte Pahia, começam perto de Vaitape, mas são escorregadias e difíceis de seguir, por isso é altamente recomendável caminhar com um guia local.
Três ou quatro dias dão tempo para um passeio de barco pela lagoa, snorkel, um dia de praia em Matira Point e uma volta de carro pela ilha. Uma semana combina com uma estadia mais lenta, com mergulho, uma trilha guiada, visitas a marae e a locais da época da guerra e dias tranquilos na água.
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